Ela – (2013)

Hoje irei comentar sobre mais um dos indicados ao Oscar desse ano, o filme “Her” (Ela) do brilhante diretor Spike Jonze !

Sou apaixonada por alguns filmes do Spike Jonze como “Quero ser John Malkovich” e “Adaptação” (que já comentei anteriormente). São realmente filmes que eu acho sensacionais, e quando alguém me pergunta qual o gênero desses dois filmes quando os indico, eu simplesmente digo “ahhh, não sei direito, são filmes doidos” rsrsrs… essa é a categoria na qual classifico os filmes do Spike Jonze “Filmes Doidos”, e eu particularmente amo essa categoria hehehe. Só que eu percebi que apesar de adorar ele como diretor, não sei se sou tão fã dele como roteirista. Adorei “Ela” e apenas gostei de “Onde vivem os monstros”, enquanto que AMEI de paixão “Quero Ser John Malkovich” e “Adaptação”, ambos escritos por Charlie Kaufman, então acho que na verdade eu sou apaixonada pela fusão Spike Jonze e Charlie Kaufman. =D

ELA

Vamos ao filme então né ?

“Ela” conta a história de um escritor solitário, Theodore Twombly  (interpretado por Joaquin Phoenix), que após passar por uma difícil separação, começa a ter um relacionamento com um sistema operacional chamado “Samantha” (voz de Scarlett Johansson) que foi programado para atender todas as suas necessidades.

Esse filme mostra o abismo emocional para o qual estamos caminhando. Eu tenho certeza que não estamos muito longe disso. Já existem várias pessoas que tem relacionamentos melhores no facebook, no twitter ou através de jogos online do que com outras pessoas. Esses dias um li em alguma superinteressante sobre como seria o mundo se de um dia para o outro a internet “morresse”, e um dos sintomas que as pessoas teriam seria uma depressão profunda devido a falta do facebook, e que com certeza haveriam profissionais, psicólogos especializados para tratar essas pessoas. Coisa de louco, não? Enfim, estamos cada vez mais solitários e cada vez interagindo menos com outras pessoas, e é aí que se encontra o personagem principal desse filme.

O engraçado é que ele trabalha escrevendo cartas para outras pessoas. Isso foi o que eu achei mais interessante. As pessoas que conheciam o trabalho dele se apaixonam pelo que ele escreve e se identificam. São cartas belíssimas e  de alguma forma ele consegue transmitir o sentimento das outras pessoas, mas não o dele. Que ironia, não ? Ele era o elo de conexão entre muitos casais e muitas outras pessoas, mas ele não conseguia se conectar com ninguém.

Ele não era o único. Nas cenas em que ele estava passeando pela cidade sempre havia várias outras pessoas iguais a ele, falando sozinhas, ou melhor, falando com os sistemas operacionais (SO’s). Hoje nós vamos várias pessoas em restaurantes, shoppings, andando na rua olhando para os smartphones da vida. Ontem eu estava no cinema e no meio do filme tinha um cara do meu lado postando no facebook… dá pra acreditar numa coisa dessas ?  Além de postar, ele ficava vendo o news feed o tempo todo, aaa pa pqp… Por que vai no cinema então né ? Enfim, tudo isso para concluir que esse filme não está nem um pouco longe da realidade, logo estaremos numa loucura ainda pior.

Uma das cenas que eu mais gostei foi quando ele comprou o sistema operacional, e ele tinha que dar alguns dados para criar o seu perfil de usuário e se não me engano o computador fez duas perguntas e depois perguntou “como é o seu relacionamento com a sua mãe?’, ele começa a falar que é bom, depois gagueja um pouco e começa a hesitar e tentar explicar e então o computador vira e fala alguma coisa do tipo: “thank you, seu perfil será concluído em instantes”. Kkkkkkk, ótimo né ? Definiu tudo pelo relacionamento com a mãe, que sacada.

Enfim, um filme bom, não é dos meus favoritos, mas acho que é porque eu não sou muito chegada em romance e esse apesar de ser “doido” do jeito que eu gosto, ainda assim é um romance.

Se você gosta de romances e filmes doidos, você Tem Que Assistir “Ela”.

Está indicado ao Oscar 2014 de: “Melhor Filme”, “Melhor Canção Original”, “Melhor Roteiro Original”, “Melhor Trilha Sonora”, e “Melhor Design de Produção”.

Golden Globe: Ganhou o prêmio por “Melhor Roteiro Original” e acredito que tenha grandes chances de ganhar o Oscar nessa categoria também!  Joaquin Phoenix perdeu na categoria “Melhor Ator em filme de Comédia ou Musical” para Leonardo DiCaprio e realmente, esse prêmio era do DiCaprio messssmo.

Diretor: Spike Jonze

Elenco: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Scarlett Johansson.

IMDB: 8,5

image source: http://www.imdb.com/media/rm1539299328/tt1798709?ref_=tt_ov_i

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Sobre Bea
Beatriz Marques Fabri, 26 anos. Louca por filmes e TV Resolvi que deveria começar a escrever um blog para trocar idéias com as pessoas sobre filmes e seriados interessantes, dar algumas dicas e conversar sobre isso que é definitivamente o assunto que eu mais amo na vida !!! https://temqueassistir.com/

2 Responses to Ela – (2013)

  1. Marly Marques says:

    Achei bem interessante essa dica do “Ela”. Doido e ainda por cima romântico? Minha cara __ vou assistir. Fiquei pensando no seguinte: Tanto “Walter Mitty” quanto “Ela”,( pelo que você disse também desse segundo filme), se preocuparam em mostrar que estamos cada vez mais perdendo contato com o real ( com as pessoas reais, com o mundo real, com os problemas reais ) e, vivendo num mundo de ilusão. No Walter Mitty é muito engraçado ( não deixando de ser interessante ), quando ele também tenta “montar” um perfil num site de relacionamento para manter contato com alguém que está muito próximo dele __ muito maluco mesmo!!!. Enfim…, vou assistir “Her” e entender um pouco melhor . Valeu!!!

    • Bia Fabri says:

      Muchas gracias pelo comentário !! Sim sim, muito interessante essa sua observação ! O interessante do filme “Her” também é que você começa a pensar se poderia existir esse tipo de relacionamento, ou melhor, se isso que acontece entre ele e o sistema operacional poderia ser chamado de relacionamento já que não existe a parte física. Ao mesmo tempo, como um amigo meu me disse hoje (Diego), é interessante pensar que ele se apaixona por ela sem precisar ver o físico, e depois que ele me disse isso eu fiquei pensando que talvez essa fosse a forma mais perfeita e verdadeira do amor, sem preconceitos, sem os ideais impostos pela sociedade. Mas mesmo assim, o físico, o toque, química, abraço, beijo… pra mim não há como existir amor sem tudo isso, tem que ter um balanço, tem que ser em conjunto. Enfim.. ótimo filme. Você tem que assistir! hehehe 🙂

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